segunda-feira, 30 de setembro de 2013

27.09.13
Sexta-feira para ser esquecida. A peça de teatro foi um tanto quanto alentadora sobre os homens, minha ação e loucura alcoólica me fez desdenhar dos homens, começando comigo mesmo.

28.09.13
Em algum lugar de algum bairro quente da zona norte do Rio de Janeiro, perdido entre divagações efêmeras em um Shopping Mall em uma região quente, com lojas desbanques. Ressaca moral, financeira e outras coisas que me fez nada fazer, NADA. Porra.

29.09.13
Ressaca moral continua, saio agora contudo com um amigo para um filme em Copacabana, Roxy Cine, dois filmes pseudo-cultes. Não, na verdade foram bons, apenas me sinto pequena burguês e intelectualmente uma negação da negação provinciana. Me perco em divagações desbanques. Porra.

30.10.13
Foi gastar dinheiro, Nada de livros. Deus não gosta que lemos muito, e sim que nós vestirmos bens e sermos baco-baco macho alfa omegas,etc. Nada de xingamentos. Acabou, dormir de forma patética e aceitar o destino de dor e o sofrimento. Okay, Porra.

domingo, 22 de setembro de 2013

Desatenções cotidianas

Ainda que não tenha feito acordo com entidade alguma de relevância cosmodemoníaca consigo alguns dias de férias da universidade na capital do Império dos Trópicos. De qualquer modo não sendo a primeira vez já não possuo aquela necessidade sempiterna dos viajantes de conhecer, fotografar ou expor em mínimos detalhes enfadonhos aos amigos de qualquer modo de dispersão do mundo vivido.

Olho as ruas, sua completude, suas pessoas, suas vielas, sujeiras, buracos, fedores e estranhezas. Sendo esta a capital do Império Tropical a diversas irrealidades cotidianas.

Caminhar pelas ruas ao esmo não é uma novidade em qualquer lugar ou época, e aqui mesmo já escreveu o grande Rubem Fonseca por sua arte de observar o sórdido de forma inteluactualité.

Mendigos, paredes escritas por universitários "kd amarildo seu policial", o pior é rodear o marco com José de Alencar e ver essas três ou mais situações simultâneas. Onde está o amarildo, a gramática ou o mendigo se encostando em descanso com seus andrajos na Estatua do grande romântico brasileiro, defensor da coisa nacional e dos escravos que agora habitam seu espaço de destaque em uma rotatória qualquer do bairro do Flamengo? 

De outro modo tenho que falar sobre minhas sensações que fujam da coisa obvia  - dicotomia pobreza e monumentos históricos - digo isso a Feira dominical do bairro da Glória, na R. Augusto Severo reuni uma quantidade enorme de barracas como são todas as feiras, ou ao menos deveriam ser as feiras. Mas o que de fato se destaca é a presença enorme de jovens, novos casais, com suas roupas cosmopolitas/cariocas - não a nada mais estrangeiro do que se vestir como um carioca da zona sul, ainda que se vestir como um da zona norte é algo trágico para a moda.

De fato o que me apraz de modo substancial e andar, sem parar, o filme se descortina, um road movie, andar no Rio é sua beleza, diferentemente de outras cidades, ficar em um café ou olhar ao mar no Rio é algo que tem sua beleza, mas digo , se um livro a visão se torna cansativa.

Outro interesse como bom historiador é observar os prédios, ano, referências históricas, arquiteto, etc. O que me leva a sentir-me desgostoso por nunca ter anotado esses tipos de referências literárias em uma caderneta com o título 'referência histórico literária, autor X, livro Y página N'. Fonseca, Ramos, de Assis e outros poderiam muito bem servir de roteiro histórico-literário a lá bloomsday. Farei algo a este respeito.

Domingo se prepara para se fechar assim como a leitura do único livro que trouxe para essas bandas, O Selvagem da Ópera do Fonseca. Preciso comprar livros, amanhã não me sobrará nada, e o humor fica às leituras nesses dias quentes e sonolentos de final setembriano. As compras, aos cinemas, amén.

obs: Não me venham com Roque no Rio, não me massem por Osanha.